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domingo, 13 de janeiro de 2008

Carpe Diem


Citação - "Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?" - Confúcio


Céu, inferno, purgatório, pós morte, salvação, reencarnação, experiências póstumas, vidas passadas, próxima vida... Resumindo o algo mais. Essas palavras sempre me causaram tormento, confesso até um certo medo, e tenho certeza que não sou só eu que tive essa impressão.

O matemático gênio da probabilidade Pascal, uma vez calculou a probabilidade da existência de Deus, em seus cálculos, a chance era de 50% (sim e não, parece obvio né?) mas ele afirmou que era melhor optar pela existência, (talvez pq na época ele morresse se não dissesse isso) porque na outra opção, se a probabilidade falhasse, ele estaria condenado ao inferno. Contudo eu discordo de Pascal, ele não levou em consideração o fato de que se a inexistência for a verdade ele perdeu a única vida que tinha por um mau palpite.

Várias pessoas passam toda a vida arquitetando uma vida futura, e fazem a opção de sacrificar o hoje pelo amanhã, contudo, talvez nunca consigam alcançar esse amanhã que tanto planejaram, e acabam perdendo a chance de viver a vida que tem. Na verdade é tudo uma questão de investimento, diria até mesmo um jogo de azar, você tem a opção de fazer um investimento de altíssimo risco em algo póstumo, ou aproveitar cada segundo da vida que você tem certeza que existe e correr o risco de perder o algo mais. Eu particularmente prefiro pensar que posso contar com só essa vida, e não pretendo apostar todas as fichas no mesmo cavalo.

Não soa como um demasiado narcisismo pensar que somos importantes o suficiente pra nunca acabar? Será mesmo que isso tudo não seja algo que nós preferimos acreditar, numa ostensiva tentativa de sabotar a morte? O mais provável é que não sejamos eternos, e nem consigamos enganar a morte, perdemos a vida apenas por medo de morrer.

Ronniérisson

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Desculpe, Papai Noel não existe! Mas porque só ele leva a culpa?


Citação -“Cabeça pra usar boné, e professar
a fé de quem patrocina” – 3ª do plural. H.Gessinger

Antes de tudo gostaria de me desculpar pela falta de atualização, mas pretendo continuar as postagens regularmente de agora em diante. Agora vamos ao que interessa. Bom recentemente vi no blog Godless Liberator algo que me deixou pensativo, porque ao amadureceremos só deixamos de acreditar no Velho de barbas brancas? Quero lhes dizer que ele existe tanto quanto a própria data do natal, pra entender melhor o que estou querendo dizer vamos saber mais sobre 5 pontos fortemente presentes no natal.

  1. O suposto nascimento do “messias” 25 de dezembro

Creio que todos já ouvimos dizer “o verdadeiro significado do natal e o Nascimento de Cristo. Bla bla bla” se realmente inventaram essa data com esse propósito foi no mínimo uma idiotice. Vejamos o porquê, hoje que sabemos que cristo nasceu por volta do ano 4.a.C. (sem comentários) e Herodes também morreu nessa data, analisando que Cristo deveria ter nascido 3 anos antes da morte dele o que já deixa as datas um tanto duvidosas. Sabe-se também que o calendário de Julio César começava em primeiro de março, as novas datas foram criadas pelo papa Gregório em 1582. A verdade é que até hoje não se sabe ao certo a verdadeira data do nascimento do nazareno,o dia 25, está associado ao solstício de inverno e ao deus pagão SOL, incorporado no Concilio de Nicéia.

  1. Natal no Cristianismo

Sabemos que o Concilio Nicéia realizado no governo do imperador Constantino, o evento onde Roma unificou todas as religiões em uma só o Cristianismo, lembrando que ele não estabeleceu o cristianismo como religião oficial, ele apenas entrou em acordo com todas as religiões que seriam agregadas em uma só incluindo a religião do deus pagão Sol que era comemorada no dia 25 de dezembro. E foi também nesse concilio que foram estabelecida as datas importantes na religião, como a páscoa, o ano nasceu o “messias (se calcularam, parece que calcularam mau) e também as datas comemorativas de todas as religiões.

  1. “Santo” Nicolau / Papai Noel / Oidim, Atenas e Zeus

O dia de são Nicolau é dia 6 de dezembro (apenas uma nota). Outra nota curiosa talvez referente ao concilio, é que na mitologia grega alguns deuses apresentavam-se como mendigos para testar a bondade dos mortais em para lhes recompensar como merecessem Atena faz isso no mito de Aracne, Zeus no de Licaon, já na mitologia nórdica e tectônica quem tinha barba branca, capa e chapelão era Odim que conta com dois ajudantes fiéis: os corvos Hugin e Munin (Pensamento e Memória), que lhe servem de olheiros. Voam sobre as batalhas e lhe dizem quais guerreiros merecerão, ao morrer, ser conduzidos ao Valhalla pelas Valquírias e quais farão companhia, no mundo subterrâneo. Seria tudo uma grande coincidência, as divindades, Nicolau, o concilio?

A Igreja, com sua famosa vocação de acoplar mitos convenientes a Ela, associou esses deuses a uma figura conhecida como Papai Noel que assusta crianças mal comportadas tal como Odim os maus guerreiros. Nem as crianças escapam das mãos de ventríloquo da igreja.

  1. Arvore de Natal

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.
Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram moram na América durante o período colonial. Desculpe-me, mas não vejo qualquer ligação entre os significados do natal, São Nicolau, ou o nascimento de Cristo com esse fato, ou será que é uma homenagem a “São Lutero” da igreja protestante (hehehe).

  1. Jnigle Bell’$

Não preciso dizer o verdadeiro significado do natal no século XXI, basta dizer alguns palavras como, coca-cola, Carrefour, shoping-center, e outras maravilhas de marketing natalino. Em uma pesquisa realizada em Portugal revela que é gasto 995 euros por segundo no natal, e esse lucro é o que realmente gera um feliz natal para alguns, a magia do natal sem duvida alguma é aquela que faz seu dinheiro desaparecer, magia que se chama consumismo.

Agora para os que acreditam, que o natal representa o nascimento de cristo e exemplos de fraternidade entre os semelhantes, meu único conselho é que sejam boas pessoas no decorrer do próximo ano, que aí no dia 25 de dezembro o Papai Noel vai lhes deixar um presente em baixo da arvore.

sábado, 4 de agosto de 2007

Solidão

Citação do dia:"Odeio quem me rouba a solidão sem
em troca, me oferecer verdadeira companhia" - Friedrich Nietzsche



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A solidão é muito mais do que se encontrar sozinho, é um estado de espírito; portanto, qualquer um pode estar só mesmo estando rodeado de pessoas. Pessoas superficiais o suficiente para se fazerem ausentes mesmo estando presentes. De fato o maior ausente é aquele que está presente!
A solidão é um dos melhores estados em que um indivíduo pode se encontrar, comparado aos grupos de pessoas que se reúnem para apreciarem a medíocre companhia uns dos outros.Muitas das vezes pessoas que se dizem boas, boas o suficiente para enxergarem o mal "em tudo quanto é canto". Seria isso a beatitude!? Não existem pessoas boas! Se houvessem essas pessoas sim seriam livres, pois viveriam em um mundo onde não existiria certo ou errado, porque tudo seria automaticamente bom. O que torna algo bom ou mal são os olhos de quem vê!
Não consigo compreender porque muitas pessoas trocam a solidão por companhias insignificantes. Com certeza são pessoas que não conseguem se auto apreciar.
A solidão fez de mim quem sou hoje. Se não houvesse sido assim provavelmente seria eu como a maioria: hipócritas conformados com suas vidinhas medíocres.
Pessoas inscençatas encaram a solidão como sendo sinônimo de abandono e tristeza. Pessoas sábias encaram a solidão como sendo sinônimo de crescimento e um maior auto-conhecimento.

Ingredhy Sabino

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Fé X Conhecimento (parte 2)

Citação do dia: "Não há amor e bondade suficientes no mundo, para que ainda se possa oferecê-los a seres imaginários" – Frederich Nietzsche

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Bom, quando li a matéria da Ingredhy, eu pensei que assuntos polêmicos como esses devem ter mais de um ponto de vista, e quero deixar claro que não estou dizendo que alguém está errado, não sou ninguém para julgar, digo apenas que existem outras opiniões. E como já disse, divergência de opiniões é filosofia!

Antes, gostaria de dizer que eu sempre procuro saber os dois lados de qualquer coisa, e esse é um tema que procuro saber a bastante tempo. Eu nasci em um lar protestante e ouvi muitas vezes “Conhecei a VERDADE e a verdade vos libertará.” E isso foi um dos principais motivos de procurar saber o que é de fato a VERDADE, pois delimitar a verdade dizendo que verdade é a bíblia, isso é ignorar nossa capacidade de pensar.

Pelo que aprendi na vida, descobri que a Fé é inimiga do conhecimento, porque quanto maior nosso nível de conhecimento, mais questionamos as coisas, e deixamos de ser convictos em o que não é fato, logo, isso diminui nossa fé.

Não ignoro a possibilidade de existência de um ser superior que tenha sido nosso criador, mas acho que a humanidade tem coisas mais importantes pra se preocupar, os problemas do nosso mundo não são culpa de Deus, e sim dos próprios homens, e cabe a nós, os homens, resolvê-los. Principalmente porque já a alguns séculos esperamos que Deus os resolva, e ainda temos os mesmos problemas. Como já dizia Epicuro: “Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?”.

Isso pode nos levar a pensar no termo “Livre Arbítrio”, mas entregar uma faca a uma criança de 3 anos que não tem a mínima noção de como manuseá-la e dizer a ela que não se machuque é no mínimo incoerente, não é?

Repito que não ignoro a existência divina, mas acho que temos que resolver nossos problemas nós mesmos, tendo em vista que Ele cruzou os braços, nós devemos pensar menos na existência d'Ele e mais em resolver nossos problemas, e deixar que Ele resolva os d’Ele.

R.C.N


domingo, 22 de julho de 2007

Sabino, Ingredhy Oliveira

Citação do Dia: "A verdade jamais é pura e raramente é simples".
Oscar Wilde
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Certamente há quem fale ou demonstre inconscientemente, ser um provável portador do "supremo conhecimento".Vive buscando saber a respeito de coisas complexas e abstratas.Resolver questões científicas baseados na probabilidade.
Eu procuro aprender a admirar as coisas simples da vida e nelas encontro as maiores incógnitas, que por muitos passam desapercebidas.E quanto mais por essas questões "simples" minha mente se ocupa, chego a mesma conclusão que Sócrates:"só sei que nada sei".
Nossa mente finita não é capaz de compreender os infinitos mistérios que nos cercam, atormentam e tiram nosso sono.Como disse Friedrich Nietzsche:"dez verdades hás de encontrar durante o dia; se assim não for, ainda procurarás verdades durante a noite...".Provavelmente só encontrarei a paz noturna quando o infinito couber no finito.Enquanto isso ... as dúvidas noturnas continuaram a dominar as minhas noites de insônia.
Existirá de fato uma verdade absoluta, ou será a verdade apenas a velhacaria de idéias e praticas que nos foram impostos por outros!? Deverá a humanidade se conformar com o pouco que pensa saber, ou deverá continuar a inventar verdades com a finalidade de dar um sentido maior para a vida!? O homem e a sua velha mania de querer complicar as coisas simples.... Será que não viveríamos muito bem sem verdades e mentiras, certo ou errado!? Quem sabe se não nos martirizasemos tanto acerca dessas questões encontraríamos em fim o equilíbrio ...

Ingredhy Oliveira Sabino

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Principio do fim

Citação do Dia:"Nada mais certo do que a morte e nada

mais incertos que o dia e a hora em que ela virá." - Marcus Cícero
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Recentemente, todos nós ficamos chocados com o acidente ocorrido com o avião da TAM, chocados e indignados com a situação da aviação brasileira que está num estado deplorável, mas não é esse o principal tema do que quero falar, esse fato me chamou atenção para algo que me deixa curioso, a MORTE que é o que mais nos choca nesse tipo de acontecimento.

No universo racional dos homens, pode-se afirmar que a única certeza da vida é a morte, no entanto, a grande maioria dos homens a temem, e se pudessem adiariam-na pra sempre.

E a morte? Na se olharmos no dicionário veremos a seguinte definição: o fim da vida, fim, grande pesar.

Para Edgar Morin o autor do complexo, a morte pode ser entendida como objetividade da subjetividade da objetividade. O que quer dizer?

· A objetividade, devemos entendê-la como a tradução do momento em que o indivíduo recebe a notícia da morte, é o impacto;

· A subjetividade, representa a inaceitabilidade do fato, a sua incompreensão;

· A objetividade da subjetividade, é a consciência da irreversibilidade da morte, da sua concretude e sua possível aceitação.

O horror da morte é a emoção, o sentimento ou a consciência da perda de sua individualidade. Emoção-choque, de dor, de terror ou horror. Sentimento que é de uma ruptura, de um mal, de um desastre, isto é, sentimento traumático. Consciência, enfim, de um vazio, de um nada, que se abre onde havia plenitude individual, ou seja, consciência traumática. (MORIN).

Mas será que a morte é um fim em si mesma? A morte é cruel, fria, não cede espaço para qualquer tentativa de dialogia, isso faz com que o homem nunca a compreenda de fato.

Os paradigmas convivem no cosmo naturalmente, para isso, faz-se necessário um equilíbrio mental ou espiritual, ou ambos, para que o indivíduo possa crer numa lei maior regente no universo, evitando a ruína de sua espécie.

Nas ciências médicas, hoje, independentemente do quadro econômico de cada país, o mundo dispõe a seu favor de tecnologia de ponta para descobrir as causas e efeitos das doenças responsáveis pela aflição da humanidade. As ciências cognitivas estão convictas de que as novas ciências da mente precisam ampliar seus horizontes, inserindo a experiência humana de todos os tempos. Além disso, a ciência, de novo, diferentemente de outras práticas humanas e instituições – encarna sua compreensão em artefatos tecnológicos. No caso das ciências cognitivas, esses artefatos são máquinas de pensar/agir cada vez mais sofisticadas, as quais têm o potencial de transformar a vida cotidiana talvez ainda mais que os livros do filósofo, as reflexões do cientista social, ou as análises terapêuticas do psiquiatra. (VARELA).

E o que resta então para o ser humano diante da veracidade de sua impotência frente o fim?

O fim está na desistência de continuar vivendo na mesma ambiência em que pairam o desconhecido, o medo, as dúvidas, as incertezas, a ausência de harmonia entre o ter e o ser.

Para conviver com a idéia, o homem precisa acreditar na complexidade de tudo que o rodeia no universo, ampliando sua capacidade de entendimento sobre o significado de: “natureza, espécie e humanidade”. (lembra? Darwin, Seleção Natural, Criacionismo...)

Nessa linha de raciocínio, existem também as ligações dos paradoxos que aparentemente são opostos, mas ao serem examinados em suas raízes sob a luz da teoria do complexo, tornam-se adequados ao homem quando tocado em seus recalques interiores e com o cosmo. São alguns:

· vida/morte; amor/ódio;

· sagrado/profano; certeza/incerteza;

· ordem/desordem; crença/ceticismo;

· organização/desorganização; .... e muitos outros.

Mesmo assim, o ser humano pode optar em não por um ponto final. A própria morte ensina como continuar a vida, que nos leva a mais um paradoxo. Quando alguém morre, as atitudes práticas, burocráticas, financeiras e racionais são providenciadas pelos que “ainda” estão vivos. Destarte, torna-se impossível, para as pessoas presentes nesse habitat a recusa de uma reflexão sobre a sua própria morte.

E, considerando o ato de pensar profundamente sobre a morte, a nossa cultura oferece um leque ampliado de ponderações sobre o assunto. Alguns para se meditar:

“O pensamento da morte não corresponde à imagem da nossa própria morte: O problema da vida é passá-la o mais agradavelmente possível, visto que a morte não é nada para nós”. (MARANHÃO).

“É desse ponto de vista que Epicuro examinou a morte, e assim tinha toda razão em dizer que a morte não nos concerne”; pois, disse ele que, quando somos, a morte não é, e quando a morte é, não somos mais.“ (SCHOPENHAUER).

“Só podemos compreender a humanidade da morte compreendendo a especificidade do humano”. (MORIN).

“A consciência realista da morte é traumática em sua própria essência, a consciência traumática da morte e realista da sua própria essência. Onde o traumatismo ainda não existe, onde o cadáver não está singularizado, a realidade física da morte ainda não está consciente”. (MORIN).

“A consciência da morte não é algo inato, e sim produto de uma consciência que capta o real. É sópor experiência”, como diz Voltaire, que o homem sabe que há de morrer. A morte humana é um conhecimento do indivíduo.” (MORIN).

Esses e muitos outros conjuntos de idéias movem o homem num sentido positivo diante do fenômeno da morte, proporcionando qualidade de vida para a parcela da humanidade adepta ao convite das diversificadas filosofias, cujo intuito é aproximar-se do mistério do “morrer” mesmo sabendo que é indecifrável.

Enfim, a morte, o morrer não deixa brechas para possíveis indagações, é uma experiência una, portanto, o homem só desvenda o segredo quando chegada a sua vez.

Mas, apesar de decisiva, a morte pode ser compreendida, sentida, chorada, de maneira sadia, eficaz,apreendendo do fato as melhores lições de vida e de amor das pessoas que fazem parte do mundo e do universo particular de cada um.

Isso faz com que eu chegue ao seguinte ponto, o homem não consegue aceitar a morte de fato, como o fim para tudo, ele se acha absoluto de mais para isso, logo ele procura encontrar algo para depois dessa una experiência, para alimentar seu egocentrismo, mas isso é ruim?

Platão dizia que por mais que uma verdade fosse dolorosa, era melhor que uma “mentira anestésica” eu EM PARTE discordo. Voltemos ao acidente do Avião da Tam, o que pensar os familiares, seria uma dor terrível para alguns não acreditarem que a partir daí acabou não terão outra chance de vida, pois a maioria nunca compreenderia isto.

Não estou dizendo que é certo viver de ilusão, eu repudio esse tipo de ignorância, mas existem pessoas tão presas, aquelas idéias de paraíso, que tirar isso delas é como fazer uma cirurgia sem anestesia, uma dor desnecessária.

Mas se mudássemos essa forma de pensar de uma maneira geral? Estaríamos preparados para este tipo de situação, e talvez de fato aceitaríamos a morte como ela realmente acontece, e passaríamos a valorizar mais a vida.

A expressão em latim “Memento Mori” quer dizer: Lembra-te que morrerás. Essa expressão servia para lembrar aos homens que a vida acaba, e precisa ser vivida o maximo possível. Mas a idéia de “vida após a morte” nos acomoda pra que não vivamos de fato, esperando uma vida melhor, mas vale a pena esperar arriscando tudo por uma incerteza?


Ronniérisson C. N.

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